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Captação de pacientes 10 de outubro de 2026 · 13 min de leitura

Perfil da Empresa no Google para clínicas: guia prático

Saiba o que pôr e rever no seu Perfil da Empresa no Google para gerar pesquisas locais úteis, chamadas certas e marcações adequadas aos seus serviços.

Principais conclusões

  • O Perfil da Empresa no Google funciona se o nome, a categoria e o telefone levarem ao mesmo sítio: a sua receção e a sua agenda real.
  • O horário e os serviços devem refletir a forma como trabalha de facto; caso contrário, vai atrair chamadas que não consegue atender e avaliações evitáveis.
  • As fotos da clínica devem ajudar a orientar-se e a perceber o acesso; as pessoas decidem com pormenores práticos, não com fotos «bonitas».
  • As avaliações gerem-se com um processo interno: quem responde, em que prazo e que dados se verificam antes de responder.
  • Reveja todas as semanas as pesquisas, as chamadas e os pedidos de direções para detetar desajustes entre o que o perfil promete e o que a clínica oferece.

O seu Perfil da Empresa no Google é, para muitas pessoas, o primeiro «balcão» da clínica. Se estiver desatualizado ou confuso, o telefone toca pelos motivos errados e a agenda enche-se de marcações que não encaixam. Aqui fica o que pôr e o que rever, com tarefas concretas para a receção e a gerência.

O básico que tem de bater certo: identidade e contacto

Nome: o da fachada e o das faturas

No Perfil da Empresa no Google, o nome tem de coincidir com o que usa na rua, na campainha, no site e nos orçamentos ou consentimentos. Evite acrescentar «palavras-chave» (especialidades, bairros, «24h», etc.) se não fizerem parte do nome real: geram confusão e, além disso, dificultam que a equipa da receção mantenha a coerência nas chamadas e na documentação.

Ação aplicável (hoje): imprima o perfil e compare-o com:

  • o letreiro da fachada e o diretório do edifício,
  • o papel timbrado ou o modelo de faturação,
  • a assinatura de e-mail e o WhatsApp da clínica.

Se houver diferenças, decida um único nome operacional e aplique-o em todos os canais.

Morada e pin: o que evita atrasos e «não vos encontro»

Uma morada bem escrita não é só «rua e número». Em clínicas situadas em prédios, o dado que mais reduz incidências é o que ajuda a chegar:

  • entrada exata do prédio,
  • andar e porta, se for o caso,
  • referência de acesso (por exemplo, «acesso pela rua lateral», se for verdade),
  • indicação de elevador ou escadas, se afetar a mobilidade (sem entrar em conselhos clínicos).

Reveja também o pin do mapa: por vezes fica no quarteirão ao lado, e isso traduz-se em pacientes que chegam atrasados e numa receção a apagar fogos.

Ação aplicável (esta semana): faça um teste real: no telemóvel de um colega, abra o Google Maps e carregue em «Direções» a pé e de carro. Se o pin levar ao sítio errado, corrija-o.

Telefone: o que é atendido, no horário real

Parece óbvio, mas é uma das fugas mais frequentes: o telefone do perfil deve ser o número que a receção atende. Se puser um telemóvel que fica no consultório, um número antigo ou uma central telefónica que ninguém controla, o Google vai trazer-lhe chamadas que acabam em «não atendem».

Se tem várias unidades, evite «telefones genéricos». Cada localização deve levar à sua equipa, à sua agenda e às suas regras.

Ação aplicável (hoje): ligue pessoalmente para o número a partir do exterior (não a partir da central) e verifique:

  • quanto tempo demora a tocar e quem atende,
  • que mensagem surge se ninguém atender,
  • se o atendedor de chamadas dá informação correta (horário, morada, como remarcar).

Site e ligações: que não levem a uma página «genérica» sem saída

Se tiver uma ligação para o seu site, que o URL leve a uma página onde se veja rapidamente:

  • a localização concreta,
  • o telefone clicável,
  • como marcar consulta,
  • o horário e serviços principais dessa unidade.

Evite enviar para uma página inicial sem informação da unidade: nas pesquisas locais, as pessoas querem resolver «onde fica» e «como marco» em segundos.

Ação aplicável: peça a quem gere o site (interno ou fornecedor) um URL por unidade e use-o no perfil de cada localização.

Categorias, serviços e atributos: atrair o paciente certo

Categoria principal: decide o tipo de procura que lhe chega

A categoria principal é um dos campos que mais condiciona as pesquisas em que aparece. Não é um slogan; é uma classificação. Se escolher uma categoria que não representa o que mais faz, terá chamadas a perguntar por coisas que não oferece ou por profissionais que não tem.

Ação aplicável (numa reunião de 15 minutos): com a direção e a receção, responda:

  • «Qual é o motivo de consulta mais habitual?»
  • «Que serviço nos perguntam por telefone todos os dias?» Escolha a categoria principal que melhor encaixe nisso e deixe as restantes como secundárias, se for o caso.

Serviços: lista curta, com nomes que a receção entende

Em «Serviços» não coloque um catálogo interminável. Inclua o que realmente marca, com nomes coerentes com:

  • a forma como o paciente o pede,
  • a forma como a receção o identifica,
  • a forma como o tem configurado na agenda (duração, profissional, sala).

Se cada profissional lhe chamar uma coisa diferente, o Perfil da Empresa no Google transforma-se numa fonte de mal-entendidos.

Ação aplicável (operacional): crie uma lista interna de «nomes oficiais» para a receção:

  • «Primeira consulta» vs «Revisão» (se usar essa distinção),
  • «Sessão» (se aplicável) com o nome que usa ao cobrar,
  • serviços que não faz (para que a receção o diga sem hesitar).

Horário: o que evita irritações e avaliações evitáveis

O horário e os serviços devem refletir o funcionamento real. Não basta o horário «teórico» se:

  • fecha à hora de almoço,
  • há tardes sem receção,
  • há dias só com atividade interna,
  • há alterações por feriados locais.

Se só atende com marcação prévia, indique-o de forma coerente com a sua operação: de nada serve «só com marcação prévia» se depois a receção não tiver um guião para quem chega sem marcação.

Ação aplicável (todas as quintas-feiras): reveja a semana seguinte:

  • feriados,
  • formação interna,
  • férias,
  • mudanças de turnos. Atualize o horário especial, se for o caso, e deixe um responsável designado.

Atributos: úteis se estiverem controlados pela equipa

Os atributos (por exemplo, acessibilidade ou modalidades de atendimento) ajudam, mas só se forem verdadeiros e sustentáveis. Assinale apenas o que consegue cumprir sem «depende».

Ação aplicável: faça uma lista dos atributos que pode de facto prometer e valide-a com a receção: «Conseguimos manter isto todos os dias, sem exceções?»

Fotos: que mostrem o que as pessoas precisam para vir

As fotos da clínica não são um concurso de design de interiores. São uma ferramenta para reduzir chamadas do tipo «onde ficam?» e para que quem chega pela primeira vez reconheça o local.

Dê prioridade a fotos atuais e úteis:

  • fachada e entrada do prédio (de dia),
  • entrada e receção (a partir da porta),
  • sala de espera (se existir),
  • corredor ou referência para se orientar,
  • equipa (se aparecer, com imagem profissional e coerente).

Evite fotos antigas (móveis ou letreiros que já não existem), fotos de banco de imagens e fotos que possam expor dados (ecrãs com a agenda, listagens, processos clínicos, documentos no balcão). Em matéria de dados pessoais, use o bom senso: se aparecer informação identificável, não se publica.

Ação aplicável (mensal): atribua a uma pessoa um «passeio fotográfico» com o telemóvel:

  • 6 fotos novas,
  • reveja e elimine as que já não representam a clínica,
  • confirme que não se vê informação sensível.

Receção de clínica com balcão e cartaz com o horário

Avaliações: processo interno para responder sem se meter em sarilhos

As avaliações têm influência, mas numa clínica há uma limitação clara: não pode responder como se fosse uma loja. Pode agradecer, convidar ao contacto e falar de processos, mas evite discutir pormenores do atendimento ou informação que identifique uma pessoa.

A AEPD (autoridade espanhola de proteção de dados) tem insistido, em diferentes guias e decisões, em que as respostas de um centro podem revelar dados de saúde se confirmar ou negar que alguém é paciente, ou se entrar em pormenores assistenciais. Na prática: resposta curta, educada e orientada para um canal privado.

Guião de resposta: breve, consistente e sem dados

Modelo operacional (ajuste-o ao seu estilo):

  • Agradeça o comentário.
  • Indique que não pode tratar casos por esse canal.
  • Ofereça um contacto direto (telefone ou e-mail de atendimento).
  • Se for o caso, mencione o compromisso de rever o processo («vamos analisar internamente»).

Ação aplicável (esta semana): defina por escrito:

  • quem responde (função, não nome),
  • em que prazo,
  • que casos são encaminhados para a direção,
  • o que nunca se responde (pormenores clínicos, discussões, identificação do paciente).

Avaliações falsas ou da concorrência: o que fazer sem perder tempo

Pode acontecer chegar uma avaliação de alguém que nunca foi paciente ou que descreve factos impossíveis (datas em que a clínica estava fechada, serviços que não presta). O seu objetivo não é «ganhar uma discussão»; é deixar uma resposta serena e pedir a revisão pelo canal do Google.

Ação aplicável: antes de responder, verifique internamente:

  • se houve marcação nesse dia com esse nome (se o indicar),
  • se o serviço existe,
  • se houve alguma incidência registada pela receção. Se não houver rasto, responda sem afirmar nem negar que seja paciente e peça que entre em contacto por via privada; em paralelo, use a opção do Google para a sinalizar e pedir revisão.

Publicações, perguntas e mensagens: controle o que gera trabalho extra

Publicações: use-as para alterações operacionais, não para «promoções»

As publicações são úteis quando afetam a operação:

  • mudança de horário,
  • abertura em feriado local,
  • entrada de um novo profissional (sem promessas vazias),
  • aviso de obras na entrada do prédio ou mudança de acesso.

Ação aplicável (quinzenal): crie uma publicação apenas se reduzir chamadas repetidas. Se não reduzir chamadas, provavelmente não compensa o esforço.

Perguntas e respostas: evite que respondam por si

Em alguns perfis, o público pode fazer perguntas e outros utilizadores podem responder. Se não controlar isto, podem «esclarecer» dúvidas com informação incorreta (por exemplo, «sim, atendem urgências» quando não é verdade).

Ação aplicável (todas as segundas-feiras): veja se há perguntas novas. Prepare respostas-padrão para:

  • «Trabalham com seguradoras?» (se aplicável),
  • «Como se marca consulta?»,
  • «Têm estacionamento?»,
  • «Atendem menores?» (se se aplicar à sua clínica e aos seus protocolos).

Mensagens: ative-as só se as puder atender

Se ativar as mensagens e ninguém responder, gera frustração e perde confiança. Numa clínica, além disso, uma mensagem pode trazer informação sensível. Se as ativar, defina canal e guião: «Para marcar consulta, envie nome e telefone; não envie informação de saúde».

Ação aplicável: escolha uma destas duas opções e seja coerente:

  • Mensagens ativadas, com responsável e horário de resposta.
  • Mensagens desativadas e chamada telefónica como canal principal.

Métricas que servem mesmo: ligue o perfil à agenda e à receção

O Google disponibiliza estatísticas do perfil (pesquisas, chamadas, pedidos de direções, cliques para o site). Não precisa de ficar obcecado com números; precisa de detetar desajustes.

Sinais de que o perfil traz procura útil

  • Sobem as chamadas e a receção confirma que são «perguntas que acabam em marcação».
  • Aumentam os pedidos de direções e diminui o «cheguei atrasado porque não vos encontrava».
  • Diminui o número de chamadas do tipo «o que fazem exatamente?» porque os serviços e as fotos o explicam.

Sinais de que o perfil está a atrair o que não quer

  • Muitas chamadas a perguntar por um serviço que não oferece.
  • Mensagens fora de horas que ninguém gere.
  • Avaliações que se queixam de «estar fechado» quando o horário estava errado.

Ação aplicável (controlo semanal): crie uma folha simples (ou uma nota partilhada) com três colunas:

  • «O que perguntaram esta semana»
  • «Que campo do perfil o provoca» (horário, serviços, categoria, fotos)
  • «Que alteração fazemos na sexta-feira»

Se a sua clínica usa um software de gestão (por exemplo, o Clínica Digital Software) para registar motivos de chamada ou notas da receção, use-o para etiquetar «vem do Google» quando for evidente (chamada a partir do botão, «vi-vos no Google»).

Como aplicar isto na sua clínica

  1. Atribua responsáveis hoje (gerência, 10 minutos).

    • Proprietário/gerente: aprova o nome, as categorias e as políticas (mensagens, avaliações).
    • Receção: valida o telefone, os guiões e a lista de serviços «tal como são pedidos».
    • Uma pessoa de confiança: atualiza as fotos e revê as perguntas.
  2. Faça uma auditoria rápida de 30 minutos (receção + gerência).
    Verifique no perfil: nome, morada/pin, telefone, site, horário e serviços, categorias, fotos, mensagens, perguntas, avaliações recentes.

  3. Corrija primeiro o que gera incidências diárias (no mesmo dia).
    Prioridade típica: telefone errado, horário incorreto, pin mal colocado, serviços confusos.

  4. Defina dois guiões escritos (esta semana).

    • Guião da receção para chamadas vindas do Google: «localização, como chegar, como marcar, o que trazer, política de cancelamento».
    • Guião de resposta a avaliações: agradecimento + canal privado + sem dados.
  5. Agende uma revisão semanal fixa (todas as segundas-feiras, 10 minutos).
    A receção revê as perguntas novas, as avaliações e as mudanças de horário da semana. A gerência valida as alterações que afetem políticas ou serviços.

  6. Confirme que resultou com dados que já tem (sexta-feira).

    • Menos chamadas de «não vos encontro» e menos chegadas atrasadas por causa da morada.
    • Menos pedidos de informação sobre serviços que não faz.
    • A receção reporta mais chamadas que terminam numa marcação adequada (e não em «consultas perdidas»).

Perguntas frequentes

Posso ter vários perfis do Google por unidade?

Sim, se tiver localizações físicas distintas e cada uma atender numa morada concreta. Crie um perfil por unidade com o seu telefone e horário reais. Evite duplicados da mesma morada, porque acabam por competir entre si e gerar confusão.

O que faço se alguém deixar uma avaliação falsa?

Peça a revisão através do Google e responda com um texto neutro que convide ao contacto privado. Não afirme nem negue que essa pessoa é paciente, nem entre em pormenores do atendimento. Verifique internamente se há registo de marcação ou incidência antes de responder.

Como escolho a categoria certa para a minha clínica?

Escolha a categoria principal segundo o motivo de consulta mais frequente e o que mais marca todas as semanas. Use categorias secundárias apenas se também representarem atividade real. Se a categoria atrair chamadas sobre serviços que não faz, altere-a e ajuste a lista de serviços.

Com que frequência devo atualizar as fotos e o horário no perfil?

Atualize o horário sempre que houver alterações por feriados, férias ou turnos, idealmente antes de a semana começar. Reveja as fotos pelo menos quando mudar a entrada, a receção ou a sinalética, e elimine imagens que já não representem a clínica.

Ligações externas

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